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FIGURAS
1 E 2 - ESTRUTURAS QUE FORMAM
O DENTE.
No destaque, imagem da superfície
da dentina ampliada mostrando
seu aspecto tubular (1).
Lesão cervical não
cariosa presente em primeiro
pré- molar superior (2). |
Hipersensibilidade
Dentinária (hiperestesia)
Dor
que ocorre, geralmente na região
do colo do dente, próxima à
gengiva, provocada pela escovação,
ingestão de alimentos frios,
doces, frutas cítricas etc.
A dor cessa assim que o estímulo
é removido, é de curta
duração, tendendo a
desaparecer com a mesma rapidez com
que se inicia.
A
hipersensibilidade nunca começa
espontaneamente como acontece comumente
com outras causas de dor nos dentes.
Entretanto, a distinção
entre hipersensibilidade e dor de
dente deve ser feita pelo dentista.
A
hipersensibilidade significa que a
polpa dental (o “nervo”
do dente) está doente?
Não,
já que a dor é decorrente
de mudanças de pressão
dentro do dente, provocadas pela variação
da temperatura ou por outros estímulos
na superfície. Não tem
relação com alterações
patológicas da polpa dental.
Então,
por que o dente dói?
Em
condições normais, a
coroa do dente (a parte exposta na
cavidade bucal) é recoberta
pelo esmalte, estrutura resistente
às pressões e ao desgaste
decorrentes da mastigação
(Figura 1). Essa estrutura é
praticamente impermeável e
definitivamente insensível
aos estímulos. As raízes
são recobertas por outro tipo
de estrutura, denominada cemento.
Com o passar do tempo, esmalte e cemento
sofrem degradações (Figura
2) que expõem a dentina, estrutura
também dura e resistente e
que abriga a polpa dental. Dessas
estruturas, somente a dentina apresenta
sensibilidade. A dentina é
bastante permeável, constituída
de milhões de canais microscópicos
(Figura 1) que, em teoria, ligam a
polpa com meio externo quando o esmalte
ou o cemento são desgastados.
Sem o cemento e o esmalte, a dentina
fica sem proteção e
sujeita às agressões
do meio externo.
Qual
a relação da hipersensibilidade
dentinária com as lesões
cervicais não cariosas?
A hipersensibilidade
dentinária ocorre mais comumente
na região cervical do dente
(colo), onde o esmalte e o cemento
são degradados com maior freqüência,
expondo a dentina. Quando essa exposição
dentinária não é
provocada por processo de cárie
dental, a área exposta é
considerada uma lesão cervical
não cariosa (Figura 2). A prevalência
dessas lesões é alta,
e pode-se antecipar que, em algum
momento da vida, qualquer indivíduo
poderá ter, pelo menos, um
dente com lesão cervical não
cariosa.
Quais
as causas mais comuns de lesões
cervicais não cariosas?
Essas
lesões são resultado
de uma interação de
fatores, em que os mais importantes
são a oclusão (contato
entre os dentes antagonistas), a alimentação
rica em ácidos (frutas cítricas
e refrigerantes em excesso, por exemplo)
e a escovação dental.
A oclusão promove a fadiga
das estruturas dentárias na
região do colo, as substâncias
ácidas causam a dissolução
do esmalte e a escovação
remove mecanicamente o esmalte enfraquecido
ou dissolvido. Fatores sistêmicos
também podem contribuir para
a degradação das estruturas
dentárias, tais como refluxo
gastroesofágico, bulimia, hipertireoidismo
e qualquer outra doença que
reduza o fluxo salivar.
Como
tratar a hipersensibilidade dentinária?
O
dentista deve empregar os recursos
dessensibilizadores (o que pode incluir
a restauração das lesões
e ajustes oclusais) para reduzir o
desconforto imediato da dor e, complementarmente,
eliminar as causas da exposição
dentinária para impedir a recorrência
da hiperestesia.
Referência:
Revista da APCD.