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Tratamento com laser ajuda a combater mau hálito
Cientistas do Hospital Meir, do Centro Médico Safir, em Israel, concluíram em uma pesquisa que o tratamento à base de laser pode ajudar a combater o mau hálito.
Por BBC Brasil
Higiene bucal correta ainda é a melhor opção, segundo consultor 

Tratamento com laser ajuda a combater mau hálito

Cientistas do Hospital Meir, do Centro Médico Safir, em Israel, concluíram em uma pesquisa que o tratamento à base de laser pode ajudar a combater o mau hálito.

A descoberta é para os casos em que o mau hálito persiste mesmo com uma boa higiene bucal. Nesses casos, o hálito ruim é atribuído às amígdalas.

Por isso, os pesquisadores analisaram 53 pacientes que tiveram suas amígdalas tratadas por 15 minutos com laser. O tratamento foi considerado bem sucedido pelos cientistas.

Muitos críticos, no entanto, ainda acreditam que a melhor maneira de evitar o mau hálito é escovar os dentes regularmente e fazer uso de fio dental.

Amígdalas

O estudo concluiu que todos os pacientes que participaram da pesquisa tinham mau hálito devido ao mau cheiro das amígdalas e não por problemas dentários ou na gengiva.

Reforçando essa tese, os cientistas contam que, quando massagearam as amígdalas dos pacientes, se depararam com secreções mau cheirosas, dando indicações que o problema era o odor das amígdalas.

Todos os pacientes foram tratados com laser por apenas uma sessão de 15 minutos e foram examinados novamentes após seis semanas para uma avaliação.

Dos 53 pacientes, 28 ficaram curados com apenas uma sessão. Os outros foram submetidos a uma ou duas sessões a mais, de acordo com os pesquisadores.

Richard Price, consultor da Associação Dentária Americana, disse que o procedimento com laser pode ser útil como uma última alternativa, mas que as amígdalas são responsáveis por apenas cerca de 6% dos problemas de halitoses.

"Tente o tratamento convencional primeiro. Limpar as amígdalas e utilizar antisséptico bucal costuma funcionar para a maioria das pessoas", disse o consultor à revista New Scientist, que publicou o estudo.


Referência: BBC Brasil